NOSSO MANIFESTO

Poderia ser Alcatraz, Folsom, St. Quentin ou até mesmo Shawshank. 

Mas esta carta foi lambida e carimbada em Curitiba, 20 de outubro de 2017.

Se salivar por um suculento pedaço de carne fosse crime, meu chapa, eu mesmo levaria minhas evidências ao delegado e provavelmente a essas horas estaria sem minha Pistollera, jogado na solitária de qualquer uma daquelas prisões federais.

Mas isto é sobre riscos na tábua, não na parede. Isso é sobre liberdade incondicional, e nesse caso seguimos condenados ao churrasco perpétuo.
Nosso bando é mistura de serra circular com solo de Michael Monarch, serragem e sal; fogo e fumaça; cerveja e amigos.

Professamos o rito, o culto. Carregamos as tábuas da nossa lei, a pedra fundamental de todo churrasco.

Somos instrumento: o escudo do cavaleiro, a machadinha dos peles vermelhas. Somos o alicerce de toda confraternização de respeito.
Onde estivermos, nossa amizade estará guardada pelas muralhas de um forte. Somos Steppenwood, encarando cada risco na madeira como mais um dia de liberdade. Porque quando a churrasqueira tá acesa, até o carrasco tira folga e senta à mesa. Então, que assim sejam os brindes: entre comparsas e planos infalíveis que melhoram uma vida sem destino.

Sentenciados estamos: PERPETUAMENTE CONDENADOS A COMER UM BOM CHURRASCO E QUE NENHUMA LIBERDADE SEJA CONDICIONAL.
 

Steppenwood – corte sem dó.

Escrito Originalmente por Mark Holtz. ®Todos os direitos reservados